Bancos da Biodiversidade / Habitat

Inovação na Conservação de Ecossistemas

O que são?

Os Bancos de Hábitat são um modelo inovador para investimentos e compensações ambientais, testado com sucesso em outros países na conservação de ecossistemas. Essas áreas, sejam privadas ou públicas, são geridas pelo seu alto valor natural. Em troca de sua proteção e gestão contínua, os Bancos permitem que terceiros cumpram suas obrigações ambientais e compensem os impactos do desenvolvimento.

Esse modelo não só facilita a conservação, mas também garante investimentos antecipados com resultados mensuráveis sob um esquema de pagamento por resultados. Além disso, permite canalizar recursos voluntários de indivíduos e empresas através da emissão de créditos de biodiversidade, impulsionando projetos excepcionais em um mercado emergente.

Como funcionam?

1. Áreas de preservação e restauração são pré-estabelecidas.

● Garantia de condições técnicas e jurídicas.

● Definição do número de vagas disponíveis.

● Elaboração de planos de manejo/protocolos.

● Acordos contratuais para assegurar a permanência.

● Registro, relatório e monitoramento junto ao MADS.

2. As empresas que precisam compensar compram cotas do BH.

● Formalização do contrato de usufruto.

● Socialização e divulgação do mecanismo com atores locais e regionais.

● Estabelecimento de contrato entre a empresa e o Banco de Hábitat para o número de vagas necessárias.

● Elaboração do plano de compensação.

● Pagamentos são realizados quando os marcos de cumprimento ambiental são atingidos.

● Execução de atividades de preservação e restauração.

● Acelera o cumprimento e reduz o risco para o cliente por sobrecustos ou prazos.

O que os Bancos de Hábitat Vendem?

Uma vaga representa a gestão técnica, jurídica e financeira necessária para alcançar uma compensação efetiva durante 30 anos.

O que está incluído?

● Gestão Predial
● Elaboração do Plano
● Levantamento de Linha Base
● Incentivo ao Proprietário
● Implementação de Atividades
● Monitoramento por 30 Anos
● Acompanhamento
● Relatório para a Autoridade Ambiental
● Administração do Patrimônio Autônomo
● Administração do Usufruto
● Fundo de Sustentabilidade
● Auditoria Externa
● Administração Contratual

O encerramento de cada obrigação terá a duração indicada no plano de compensação e/ou investimento, e a respectiva aprovação da autoridade ambiental.

Cada vaga só pode ser vendida uma vez.

Garantias dos Bancos de Habitat

Contribuição

● Trazer investimentos privados para dinamizar projetos excepcionais de conservação.

● Agrupam as compensações ambientais para gerar impactos significativos.

● Diversificam e democratizam a gestão da biodiversidade e a orientam para o cumprimento dos resultados.

● Aceleram e garantem o cumprimento das obrigações ambientais.

● Dinamizam a economia do setor rural, gerando desenvolvimento local.

● Garantem a preservação das coberturas mais bem conservadas e favorecem processos sucessionais nas áreas com maior grau de degradação.

● Geram conhecimento sobre metodologias de propagação de espécies nativas.

Impacto nas Regiões

Geram novas oportunidades de negócios em regiões com condições complexas.

Criação de novas oportunidades de emprego para as pessoas da região.

Desenvolvem novas capacidades e conhecimentos na equipe envolvida no projeto.

Promovem a educação e a proteção ambiental dos recursos ecossistêmicos nas regiões.

Descubra Nossos Bancos de Habitat

MATA DE LATA
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YERRECUY (ASOCASAN)
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AGUADULCE
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MESA DE SAN PEDRO
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EL AMPARO
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Normativa Ambiental Aplicável

Recentemente, o Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (MADS) emitiu o ato administrativo que regulamenta os Bancos de Hábitat. Este ato estabelece o âmbito de aplicação, as condições para a criação dos Bancos de Hábitat e os termos a serem cumpridos para registrá-los. A resolução considera esses bancos como um mecanismo de implementação das obrigações derivadas de compensações ambientais e do investimento forçado de 1%, assim como outras iniciativas de conservação que podem ser configuradas através de ações de preservação, restauração e uso sustentável dos ecossistemas e sua biodiversidade, sob o esquema de pagamento por desempenho. Como parte das condições para criar os Bancos de Hábitat, é necessário cumprir com os princípios de adicionalidade, complementariedade, sustentabilidade e permanência, pagamento por desempenho e gestão do conhecimento.
Este Decreto visa uma gestão mais adequada da água, exigindo que todos os projetos que envolvem o uso de água proveniente de fontes naturais, e que estão sujeitos à obtenção de licença ambiental, destinem 1% do total do investimento desses projetos para a recuperação, conservação, preservação e monitoramento da bacia hidrográfica que alimenta a respectiva fonte hídrica. Como um dos mecanismos para a implementação desses investimentos, estão incluídos os Bancos de Hábitat, assim como o pagamento por serviços ambientais, acordos de conservação e a aplicação em iniciativas de conservação.
Em 2012, o governo nacional adotou, por meio da Resolução 1517, o Manual para a atribuição de compensações por perda de biodiversidade. Este manual se aplica a obras e atividades que exigem licença ambiental da ANLA, excluindo projetos licenciados pelas CAR, as retiradas de reserva florestal, os aproveitamentos florestais e os levantamentos de vedação. As diretrizes do manual oferecem clareza e geram oportunidades para buscar esquemas de implementação mais custo-eficientes, que podem resultar em ganhos quantificáveis de biodiversidade - como é o caso dos Bancos de Habitat.