Protocolo para Emissão de Unidades de Biodiversidade Voluntárias da Terrasos
O que é e para que serve?
O Protocolo define como são geradas as Unidades de Biodiversidade da Terrasos – Tebu, um tipo de crédito de biodiversidade que representa 10 m² de ecossistemas preservados ou restaurados, sob condições técnicas, financeiras e jurídicas que garantem sua permanência.
Essas unidades podem ser aplicadas em múltiplos esquemas de pagamento por resultados e em diferentes casos de uso: desde o cumprimento de requisitos regulatórios ou contratuais até o fortalecimento de cadeias de suprimentos, aprimoramento de relatórios de sustentabilidade, diferenciação de produtos, apoio a programas públicos ou canalização de filantropia para impactos reais. Tudo isso assegura que cada investimento em conservação gere benefícios verificáveis e duradouros para a biodiversidade e para as comunidades.
Este documento:
• Define as Unidades de Biodiversidade Voluntárias Tebu.
• Estabelece os requisitos e princípios para registrar projetos e emitir Tebu.
• Descreve como quantificar as Tebu geradas.
• Determina o processo de monitoramento, reporte e verificação.
• Propõe um esquema de liberação de unidades vinculado ao cumprimento de marcos.
• Define critérios para plataformas de registro que evitem dupla contabilidade.
• Especifica os papéis dentro da cadeia de certificação e emissão.

Por que Tebu?
A Tebu oferece a proprietários e desenvolvedores de projetos uma ferramenta clara e confiável para financiar a conservação.
Integridade científica e jurídica: cada unidade segue um protocolo validado, com rastreabilidade digital e verificação independente.
Flexibilidade de uso: aplicável a projetos com diferentes tipos de ecossistemas terrestres, tamanhos e durações.
Confiança do mercado: respaldada por casos reais com empresas, governos e investidores que já utilizam Tebu na Colômbia e na América Latina.
Ao aplicar este Protocolo, seu projeto ganha credibilidade perante investidores e compradores, além de abrir caminho para esquemas de pagamento por resultados que asseguram recursos para preservar e restaurar o território no longo prazo.
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Princípios de Integridade
O Protocolo Tebu baseia-se em um conjunto de princípios que asseguram a integridade técnica, legal e financeira de cada Unidade de Biodiversidade. Esses princípios garantem que os projetos de conservação sejam transparentes, rastreáveis e sustentáveis a longo prazo.
Cada projeto deve assegurar o cumprimento dos seguintes princípios:
Quem pode aplicar o Protocolo Tebu?
Além de cumprir os princípios de integridade, podem aplicar o Protocolo e gerar Tebu os projetos que atendam às seguintes características:
• Duração mínima de 20 anos.
• Ecossistemas terrestres.
• Ações de preservação e/ou restauração.
• Viabilidade legal e territorial.
Terrasos acompanha desenvolvedores de projetos na aplicação do Protocolo Tebu por meio de Acordos de Colaboração.

Como funciona?
O processo de emissão das Unidades de Biodiversidade começa com proprietários ou comunidades que destinam suas terras à conservação. Em seguida, um estruturador desenha o projeto, realiza o registro e coordena sua implementação. Um verificador independente valida os avanços ecológicos e, quando os marcos são cumpridos, autoriza a emissão das unidades.
Essas unidades são registradas em plataformas oficiais e podem ser adquiridas por clientes por meio de canais de venda.
Papéis na cadeia de valor
O esquema a seguir mostra como os diferentes atores interagem para gerar projetos de conservação que emitem Tebu com alta integridade:

Proprietário ou Comunidade
• Detém a posse da terra e firma acordos para limitar seu uso com fins de conservação.
• Trabalha para cumprir os padrões de desempenho.

Estruturador e/ou Operador do Projeto de Conservação
• Estrutura o Documento de Registro do projeto.
• Implementa o plano de operação e manutenção.
• Comercializa as Unidades de Biodiversidade Voluntárias.

Terceiro Validador e Verificador
• Valida os marcos ecológicos.
• Verifica os marcos de desempenho.

Plataformas de Registro
• Garantem rastreabilidade, evitam dupla contabilidade e registram as unidades emitidas, retiradas e disponíveis.

Canais de Venda
• Conectam os projetos aos compradores.
• Reportam à plataforma de registro o número de unidades vendidas.

Clientes
• Adquirem Tebu para atender a diferentes propósitos.
Marcos ecológicos e de gestão
O Protocolo Tebu opera sob um esquema de pagamento por resultados. Isso significa que as Unidades de Biodiversidade não são liberadas integralmente no início do projeto, mas à medida que os marcos de gestão e ecológicos são alcançados, validados por um verificador independente.
• Marcos de gestão: conquistas administrativas ou de implementação que asseguram a sustentabilidade do projeto. Exemplo: aquisição do terreno, estabelecimento de restrições de uso, instalação de cercas ou início do plantio.
• Marcos ecológicos: avanços na recuperação do ecossistema. Exemplo: substituição de coberturas degradadas por naturais, restauração da conectividade entre florestas, melhoria de habitats de fauna, aumento da diversidade de espécies ou melhoria da qualidade do solo.
Como é definida a quantidade de Tebu?
O Protocolo Terrasos estabelece cinco fatores diferenciais que determinam quantas Unidades de Biodiversidade (Tebu) um projeto pode emitir ao longo de sua vida útil. Esses fatores buscam refletir o verdadeiro impacto das ações de preservação e restauração:
Categoria de Ameaça do Ecossistema Intervencionado
Mede o nível de ameaça do ecossistema onde o projeto é desenvolvido.
Oportunidade de Conectividade
Avalia a capacidade do projeto de melhorar a conexão entre ecossistemas e facilitar o deslocamento de espécies.
Envolvimento das Comunidades
Analisa o grau de participação das comunidades locais ou étnicas na gestão do projeto.
Temporalidade do Projeto (Anos de Operação)
Considera o tempo de operação do projeto.
Ações (Restauração e Preservação)
Distingue entre conservar ecossistemas em bom estado e restaurar áreas degradadas.
Saiba como calcular as Tebu do seu projeto
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