FAQ - Protocolo
1Onde posso encontrar o Protocolo para a Emissão de Créditos de Biodiversidade?
O Protocolo para a Emissão de Unidades de Biodiversidade – Tebu está disponível em inglês e espanhol, na aba Informações > Publicações do menu.
2O esquema de pagamento por resultados proposto pelo Protocolo poderia ser aplicado a áreas protegidas do sistema de Parques Nacionais Naturais para eliminar o déficit anual e cumprir os objetivos de conservação?
Um projeto que emite Tebu pode comercializar 20% dos créditos/unidades potenciais assim que alcançar o cumprimento dos marcos ecológicos e de gestão definidos inicialmente no Plano de Manejo do Projeto.
O enfoque deve ser o de garantir ganhos em biodiversidade, com base em uma linha de base e no controle das pressões sobre a biodiversidade causadas por atividades humanas.
Esse esquema pode ser aplicado a qualquer projeto de conservação elegível. No caso específico das áreas protegidas do sistema de Parques Nacionais Naturais, é fundamental que a emissão dos créditos e as ações realizadas sejam adicionais — ou seja, que não poderiam ocorrer sem esse mecanismo.
Além disso, é importante assegurar que as ações sejam complementares, ou seja, que estejam alinhadas ao Plano de Manejo da área protegida. Por fim, é essencial que exista um investimento base que permita executar ações que gerem ganhos em biodiversidade por um período de pelo menos 3 anos.
Esse esquema pode ser aplicado a qualquer projeto de conservação elegível. No caso específico das áreas protegidas do sistema de Parques Nacionais Naturais, é fundamental que a emissão dos créditos e as ações realizadas sejam adicionais — ou seja, que não poderiam ocorrer sem esse mecanismo.
Além disso, é importante assegurar que as ações sejam complementares, ou seja, que estejam alinhadas ao Plano de Manejo da área protegida. Por fim, é essencial que exista um investimento base que permita executar ações que gerem ganhos em biodiversidade por um período de pelo menos 3 anos.
3Quem trabalhou, revisou e comentou o Protocolo de Emissão de Créditos de Biodiversidade Voluntários?
O Protocolo foi — e continua sendo — revisado por especialistas internacionais no tema, e sua aplicabilidade em outros contextos globais está atualmente sendo validada.
O documento incorpora referências e normativas nacionais e internacionais, bem como as contribuições do grupo de especialistas convidado durante o processo de consulta pública.
Algumas das organizações que participaram da conceituação e estruturação do Protocolo foram: BID Lab, P4F, Ecoregistry, XM, Cercabono, Climatetrade e WCS.
Especificamente, tanto a fórmula para o cálculo dos créditos quanto o esquema de liberação se inspiram em iniciativas e discussões internacionais como: Climate, Community and Biodiversity Project Design Standards (CCBA, 2005) e Mitigation Banks and In-Lieu Fee Programs (Code of Federal Regulation).
O documento incorpora referências e normativas nacionais e internacionais, bem como as contribuições do grupo de especialistas convidado durante o processo de consulta pública.
Algumas das organizações que participaram da conceituação e estruturação do Protocolo foram: BID Lab, P4F, Ecoregistry, XM, Cercabono, Climatetrade e WCS.
Especificamente, tanto a fórmula para o cálculo dos créditos quanto o esquema de liberação se inspiram em iniciativas e discussões internacionais como: Climate, Community and Biodiversity Project Design Standards (CCBA, 2005) e Mitigation Banks and In-Lieu Fee Programs (Code of Federal Regulation).
4Quais projetos são elegíveis para emissão de Créditos de Biodiversidade Voluntários ou Tebu sob o Protocolo?
O Protocolo incentiva a estruturação de projetos de conservação excepcionais, especialmente em ecossistemas ameaçados e regiões com dificuldades de acesso a outros mecanismos de financiamento.
Isso inclui áreas com baixa demanda por compensações e pequenas propriedades, onde os projetos de carbono não são viáveis.
Assim, os projetos que desejam emitir créditos devem atender às seguintes características:
• Realizar ações de restauração e/ou preservação; • Operar por no mínimo 20 anos; • Gerar adicionalidade, ou seja, demonstrar que as ações não seriam possíveis sem o financiamento proveniente dos créditos; • Ser complementares a planos governamentais ou de maior escala (Plano Nacional de Desenvolvimento, POTs, Plano de Ação das Autoridades Ambientais); • Estabelecer indicadores claros que permitam quantificar os ganhos de biodiversidade; • Contar com um plano de manejo e um plano de monitoramento; • Dispor de um esquema de liberação de créditos baseado no cumprimento de marcos de gestão e ecológicos; • Adotar ou desenvolver um mecanismo de rastreabilidade das transações; • Tornar públicas as informações sobre marcos e monitoramentos.
Nesse sentido, são elegíveis áreas de conservação dentro ou fora do SINAP, inscritas ou não no RUNAP, no contexto colombiano.
Assim, os projetos que desejam emitir créditos devem atender às seguintes características:
• Realizar ações de restauração e/ou preservação; • Operar por no mínimo 20 anos; • Gerar adicionalidade, ou seja, demonstrar que as ações não seriam possíveis sem o financiamento proveniente dos créditos; • Ser complementares a planos governamentais ou de maior escala (Plano Nacional de Desenvolvimento, POTs, Plano de Ação das Autoridades Ambientais); • Estabelecer indicadores claros que permitam quantificar os ganhos de biodiversidade; • Contar com um plano de manejo e um plano de monitoramento; • Dispor de um esquema de liberação de créditos baseado no cumprimento de marcos de gestão e ecológicos; • Adotar ou desenvolver um mecanismo de rastreabilidade das transações; • Tornar públicas as informações sobre marcos e monitoramentos.
Nesse sentido, são elegíveis áreas de conservação dentro ou fora do SINAP, inscritas ou não no RUNAP, no contexto colombiano.
5Dado que o tamanho dos projetos geralmente limita sua viabilidade econômica, como o Protocolo e os Créditos resolvem esse problema?
O Protocolo não impõe restrições quanto à área dos projetos que podem emitir créditos. Isso permite que pequenos proprietários e desenvolvedores estimem um preço por crédito que cubra os custos de estruturação, administração e operação do projeto no longo prazo.
6Como é avaliado o fator de conectividade?
O fator de conectividade proposto para a quantificação das Tebu resulta da soma ponderada de três métricas: uma de Fragmento (Parche), uma de Classe e uma de Paisagem. O detalhamento completo encontra-se na seção 7.1.2 do Protocolo.
7Qual é a temporalidade com que os créditos de biodiversidade ou Tebu são emitidos durante a vida útil do projeto?
Antes de registrar o projeto, durante a fase de estruturação, o proprietário deve definir os marcos de gestão e ecológicos e os padrões de desempenho que pretende alcançar.
Com base nesses marcos, é desenhado o esquema de liberação dos créditos.
Embora cada projeto e ecossistema tenha características próprias, recomenda-se liberar a totalidade dos créditos em um prazo de 10 anos, seguindo um esquema de 20% a cada 2 anos.
Embora cada projeto e ecossistema tenha características próprias, recomenda-se liberar a totalidade dos créditos em um prazo de 10 anos, seguindo um esquema de 20% a cada 2 anos.
8Por que são atribuídos valores maiores às ações de restauração do que às de preservação?
O Protocolo reconhece que, em ecossistemas com poucos remanescentes nativos, as ações de preservação são essenciais para proteger a composição, estrutura e função dos ecossistemas maduros.
No entanto, também considera as diferenças nos recursos necessários para realizar ações de restauração.
A metodologia busca mobilizar recursos suficientes para desenvolver ações de restauração efetivas, garantindo que os ecossistemas intervenientes recuperem sua qualidade, integridade e saúde.
Assim, o Protocolo não apenas promove projetos de preservação, mas também estimula projetos que recuperem e melhorem a qualidade da biodiversidade, ampliando a cobertura de ecossistemas ameaçados e reduzindo a fragmentação de habitats — uma das principais ameaças à riqueza e diversidade biológica nas últimas décadas.
A metodologia busca mobilizar recursos suficientes para desenvolver ações de restauração efetivas, garantindo que os ecossistemas intervenientes recuperem sua qualidade, integridade e saúde.
Assim, o Protocolo não apenas promove projetos de preservação, mas também estimula projetos que recuperem e melhorem a qualidade da biodiversidade, ampliando a cobertura de ecossistemas ameaçados e reduzindo a fragmentação de habitats — uma das principais ameaças à riqueza e diversidade biológica nas últimas décadas.
9Nos projetos que emitem Créditos de Biodiversidade Voluntários ou Tebu por meio de estratégias de conservação, a comunidade ou o proprietário não poderá utilizar suas terras?
Os projetos devem assegurar ganhos de biodiversidade ao longo do tempo.
Portanto, devem evitar atividades que impeçam o alcance dessa meta de longo prazo.
Atividades como ecoturismo, produção de produtos não madeireiros e apicultura são compatíveis com as ações de preservação e restauração, desde que não prejudiquem o cumprimento dos marcos necessários à liberação correta dos créditos.
Atividades como ecoturismo, produção de produtos não madeireiros e apicultura são compatíveis com as ações de preservação e restauração, desde que não prejudiquem o cumprimento dos marcos necessários à liberação correta dos créditos.
10Em que etapa do projeto são quantificados os índices de biodiversidade, segundo metodologias como Shannon, Simpson e outras?
Para registrar o projeto, é necessário realizar e apresentar a linha de base da biodiversidade, utilizando indicadores que permitam conhecer o estado atual e projetar metas de longo prazo (mínimo 20 anos).
Além disso, deve-se apresentar um plano de monitoramento que inclua os mesmos indicadores e a frequência de medição, de modo que os ganhos de biodiversidade sejam quantificáveis.
Em resumo, os índices de biodiversidade são medidos continuamente desde o ano 0 (linha de base) e devem ser monitorados periodicamente, conforme definido no esquema de liberação dos créditos.
Além disso, deve-se apresentar um plano de monitoramento que inclua os mesmos indicadores e a frequência de medição, de modo que os ganhos de biodiversidade sejam quantificáveis.
Em resumo, os índices de biodiversidade são medidos continuamente desde o ano 0 (linha de base) e devem ser monitorados periodicamente, conforme definido no esquema de liberação dos créditos.
11Quais são, quem define e quem aprova os marcos de cumprimento?
Existem dois tipos de marcos de cumprimento: de gestão e ecológicos, que determinam os padrões de desempenho. Esses marcos são propostos pelos desenvolvedores ou proprietários e verificados pelo assegurador.
O Protocolo estabelece que os desenvolvedores devem contratar uma auditoria independente e imparcial, para determinar se o projeto pode ser registrado na plataforma selecionada. Além disso, é necessário verificar o cumprimento dos marcos e dos padrões ecológicos para aprovar a liberação e comercialização dos Créditos.
Os asseguradores — terceiros responsáveis pelo monitoramento e verificação das ações de conservação e restauração, bem como pela contabilidade dos Créditos emitidos — garantem a transparência da gestão e asseguram que a venda dos créditos se traduza em ganhos reais e comprováveis em biodiversidade. Para mais detalhes sobre o papel dos asseguradores, consulte a seção 10.3 do Protocolo.
O Protocolo estabelece que os desenvolvedores devem contratar uma auditoria independente e imparcial, para determinar se o projeto pode ser registrado na plataforma selecionada. Além disso, é necessário verificar o cumprimento dos marcos e dos padrões ecológicos para aprovar a liberação e comercialização dos Créditos.
Os asseguradores — terceiros responsáveis pelo monitoramento e verificação das ações de conservação e restauração, bem como pela contabilidade dos Créditos emitidos — garantem a transparência da gestão e asseguram que a venda dos créditos se traduza em ganhos reais e comprováveis em biodiversidade. Para mais detalhes sobre o papel dos asseguradores, consulte a seção 10.3 do Protocolo.
12Quem são os asseguradores (auditores) dos projetos e como realizam suas atividades?
Os asseguradores são terceiros independentes que realizam uma primeira verificação da aplicação do Protocolo ao projeto. Isso inclui a definição dos fatores, a elaboração da linha de base, a definição dos padrões de desempenho e outros requisitos do Protocolo — garantindo um registro bem-sucedido.
Posteriormente, de acordo com o plano de monitoramento, o esquema de liberação e os marcos definidos, são realizadas verificações periódicas para autorizar a liberação dos créditos no mercado. Os verificadores são terceiros independentes que garantem a transparência dos processos e, consequentemente, a confiabilidade das informações.
Posteriormente, de acordo com o plano de monitoramento, o esquema de liberação e os marcos definidos, são realizadas verificações periódicas para autorizar a liberação dos créditos no mercado. Os verificadores são terceiros independentes que garantem a transparência dos processos e, consequentemente, a confiabilidade das informações.
13Qual é o preço de um Crédito de Biodiversidade ou Tebu e como são distribuídos os benefícios?
Este Protocolo não define preços. Cada projeto ou proprietário deve estabelecer o valor do crédito de biodiversidade ou Tebu, assegurando a sustentabilidade e permanência do projeto. O preço deve incluir uma distribuição justa de benefícios e considerar todos os custos e despesas associados.
14Como o custo de oportunidade dos proprietários privados de terra é considerado na análise financeira?
O Protocolo não faz recomendações específicas sobre custos ou preços financeiros, pois isso depende inteiramente do tipo de projeto.

