Quantificação de Tebu

A quantificação é o processo que permite traduzir as ações de conservação e restauração em Unidades de Biodiversidade claras, rastreáveis e comparáveis. Esse sistema garante que as unidades reflitam resultados reais e mensuráveis, dentro de um esquema de pagamento por resultados que protege a transparência e evita a dupla contabilidade.

Para assegurar isso, as Tebu não são emitidas de uma só vez: elas são liberadas gradualmente à medida que o projeto atinge marcos ecológicos e de gestão verificados, oferecendo maior segurança a investidores e compradores.

Quantas Tebu um projeto pode emitir?

Etapa 1: Atribua pontuações a cada fator diferencial

A quantidade de Tebu potenciais que um projeto pode gerar é definida a partir de cinco fatores diferenciais: ecossistema intervencionado, conectividade, participação comunitária, duração do projeto e área destinada a ações de preservação ou restauração.

Cada fator recebe uma pontuação entre 0 e 0.2, com peso semelhante, para assegurar que as unidades reflitam tanto o esforço técnico quanto o impacto ecológico e social.

Clique em ver tabela para consultar as pontuações possíveis em cada fator. Quanto maior a pontuação, mais Tebu o projeto poderá emitir.

F1: Ecossistema intervencionado

F2: Oportunidade de conectividade

F3: Envolvimento das comunidades

F4: Temporalidade do projeto

F5: Ações

Etapa 2: Utilize a equação para calcular as Unidades Potenciais

O cálculo das Tebu combina as pontuações obtidas em cada fator com a área total, a área dedicada à restauração e a área dedicada à preservação do projeto, conforme a equação a seguir:

Onde:

ATP: Área total do projeto em metros quadrados.
ARes: Área dedicada às ações de restauração, em metros quadrados.
APres: Área dedicada às ações de preservação, em metros quadrados.
F: Fator diferencial.

O resultado é dividido por 10, pois cada Tebu equivale a 10 m² de ecossistema preservado e/ou restaurado.

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Calculadora Tebu

O que significa que as Tebu sejam liberadas?

As Tebu não são liberadas todas no início de um projeto. Embora a quantificação defina o número de unidades potenciais que uma área pode gerar, elas só entram no mercado à medida que o projeto comprova o cumprimento de marcos ecológicos e marcos de gestão.

O Protocolo estabelece um esquema de liberação vinculado ao cumprimento desses marcos, validados e verificados por um terceiro independente.

• Marcos de gestão: todos os resultados relacionados à estruturação do projeto e à garantia de aspectos jurídicos, financeiros e técnicos.

• Marcos ecológicos: resultados associados ao plano de manejo, que envolvem a melhoria das condições físico-químicas e biológicas iniciais na área do projeto.

Cada vez que uma série de marcos é cumprida, libera-se um percentual de Tebu, definido durante o processo de registro do projeto. O Protocolo propõe o seguinte esquema de liberação em blocos de 20%:

Qual é a diferença entre Tebu potenciais, liberadas, vendidas e disponíveis?

Potenciais

O número máximo que um projeto pode gerar, de acordo com a metodologia de quantificação.

Liberadas

Unidades que já superaram marcos de gestão e ecológicos, validados por um terceiro independente, e que podem entrar no mercado.

Vendidas

Unidades que já foram adquiridas por um comprador e não podem ser comercializadas novamente.

Disponíveis

O saldo entre as unidades liberadas e as já vendidas — são aquelas efetivamente disponíveis no mercado.

UTILIZE O PROTOCOLO EM SEUS PROJETOS

Terrasos acompanha proprietários, empresas, instituições e comunidades no processo de aplicação do Protocolo de Unidades de Biodiversidade para registrar seus projetos e emitir suas próprias Tebu.