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Cena Finanças para a Natureza – Da esquerda para a direita: Daniel González, Diretor de Investimento Social da Fundação Santo Domingo; Mariana Sarmiento Aparicio, CEO da Terrasos; Fernando Páez, Presidente do WRI; e Sebastián Chaskel, Sócio da Instiglio.

O setor empresarial avança em uma agenda pela biodiversidade.

Cartagena, 19 de agosto de 2025. Em um momento decisivo para o meio ambiente e a economia da Colômbia, líderes empresariais se reuniram no último dia 13 de agosto, no marco do 10º Congresso Empresarial da ANDI, para dialogar sobre como proteger a riqueza natural do país por meio do financiamento inovador da biodiversidade.

As empresas participantes concordaram sobre a urgência de construir uma visão de longo prazo para a Colômbia, na qual a biodiversidade não seja tratada como uma externalidade ambiental, mas como uma infraestrutura estratégica que sustenta a competitividade do país. A conversa girou em torno de como mobilizar investimentos que assegurem a resiliência operacional, o acesso a mercados sustentáveis e a estabilidade das cadeias de valor — tudo isso por meio de soluções baseadas na natureza.

Organizado pelo WRI Colômbia, Terrasos, Fundação Santo Domingo e Instiglio, com o apoio do BID Lab e o respaldo do Centro Nacional da Água e da Biodiversidade da ANDI, o encontro se concentrou em mecanismos inovadores para financiar a biodiversidade, como pagamento por resultados, unidades de biodiversidade, investimento de impacto e contratos de conservação.

Esse diálogo promove a ação empresarial coordenada para fortalecer a proteção da biodiversidade e posicionar a Colômbia como um laboratório global de financiamento inovador para a conservação. Para isso, esse grupo seleto de CEOs, investidores de impacto e tomadores de decisão em sustentabilidade trocou opiniões e expectativas sobre esquemas de financiamento da biodiversidade, que têm demonstrado, em outros países, gerar valor econômico enquanto restauram ecossistemas.

A América Latina, que abriga 40% da biodiversidade mundial, enfrenta marcos regulatórios frágeis e esforços dispersos que não conseguem conter a crise. Para revertê-la, a Meta 19 do Marco Global da Biodiversidade estima a necessidade de 200 bilhões de dólares anuais até 2030.

Diante desse cenário, Fernando Páez, Diretor Executivo do WRI Colômbia, enfatizou o papel protagonista do setor privado: “nos reunimos para catalisar investimentos que integrem a proteção da natureza ao progresso social e econômico, reconhecendo que a conservação da biodiversidade e de seus serviços ecossistêmicos é essencial para o bem-estar das comunidades e a resiliência do país”. Ele acrescentou: “com este encontro, buscamos impulsionar mecanismos de financiamento capazes de gerar resultados tangíveis na preservação dos ecossistemas que sustentam nosso futuro”.

Por sua vez, Daniel González, Diretor de Investimento Social da Fundação Santo Domingo, destacou como o capital privado pode se tornar motor da agenda global de biodiversidade: “Estamos diante da maior oportunidade de alinhar rentabilidade com regeneração. A Colômbia está em um ponto de inflexão em que pode se tornar referência mundial em como se financia e protege a biodiversidade. Ao vincular o financiamento a resultados mensuráveis, potencializamos a efetividade dos investimentos e fortalecemos a confiança necessária para mobilizar recursos em grande escala”.

Complementando essa visão sob uma perspectiva empresarial, Mariana Sarmiento, CEO da Terrasos, apresentou casos concretos de como transformar ecossistemas em ativos estratégicos e ressaltou que “o destino da nossa infraestrutura ecológica — esse tecido vital do qual depende nossa sobrevivência — está sendo decidido agora, transformando compromissos em ações concretas por meio de modelos inovadores, como os Bancos de Habitat. Assim como durante décadas financiamos a infraestrutura cinza — pontes, rodovias, redes que conectam países e nos uniram como região — hoje devemos reconhecer o valor dos serviços que a biodiversidade nos oferece: água, polinização, regulação climática, resiliência”.

No encontro foram debatidos três eixos centrais: experiências de investimento em biodiversidade, como compensações ambientais e parcerias com comunidades; barreiras como a falta de métricas comuns e a fragmentação de políticas; e soluções, entre elas instrumentos financeiros público-privados e padrões claros para reduzir riscos aos investidores. Esse exercício permitiu reunir as vozes do setor empresarial, que destacaram tanto as oportunidades quanto os desafios concretos para ampliar o investimento em biodiversidade a partir do setor privado.

Sergio Rengifo, Diretor Executivo do CECODES, afirmou: “As empresas já fazem muito em matéria de sustentabilidade; precisamos simplificar a linguagem sobre a natureza e compartilhar casos de sucesso, para que os setores entendam melhor sua dependência em relação à natureza e, assim, avancem com confiança e escalabilidade”.

Lina María Mondragón, Vice-presidente de Estratégia e Sustentabilidade da Corficolombiana, enfatizou: “Estamos trabalhando para que a agenda de sustentabilidade esteja cada vez mais a serviço da gestão de riscos da Corporação e das empresas do nosso portfólio. Uma forma de incentivar essa conversa, com o objetivo de fortalecer nossa relação com a natureza e as comunidades, é por meio de ações concretas que nos permitam identificar oportunidades para melhorar a resiliência das atividades e das infraestruturas com soluções baseadas na natureza, ao mesmo tempo em que conservamos e protegemos os ecossistemas ao nosso redor”.

Na mesma linha, Alejandra Robledo, Gerente de Valor Compartilhado da Construtora Bolívar, acrescentou: “As empresas estão comprometidas, mas precisamos de modelos de negócio claros, compreensíveis para as equipes financeiras, que demonstrem como o investimento em biodiversidade reduz riscos e melhora a estabilidade operacional”.

No encerramento do encontro, Sebastián Chaskel, sócio da Instiglio, concluiu com o chamado comum dos participantes: a urgência de “reconhecer que a natureza e a biodiversidade nos unem como país, e que, para manter esses recursos dos quais dependemos, é necessário nos unirmos para investir em nosso futuro”, destacando que os mecanismos de financiamento baseados em resultados permitem alinhar o capital privado a impactos ambientais reais, assegurando que cada peso investido gere benefícios tangíveis para empresas, comunidades e ecossistemas.

Esse encontro foi um marco importante para demonstrar, com fatos e casos concretos, que investir em biodiversidade é estratégico e rentável para o setor privado. Para os organizadores, o próximo passo será construir uma folha de rota que impulsione soluções financeiras baseadas na natureza, fortaleça a governança, mobilize capital e posicione a Colômbia como referência na integração da biodiversidade ao desenvolvimento econômico.

Este evento foi possível graças a:

É uma organização de pesquisa independente que transforma ideias em ação para melhorar a vida das pessoas, proteger a natureza e enfrentar as mudanças climáticas. Apoiamos governos nacionais e locais, comunidades, academia, setor privado e organizações sociais na formulação e implementação de políticas, projetos e ferramentas que aceleram as transformações rumo à sustentabilidade.

Mais conteúdo sobre o WRI:

Página web de WRI Colombia

Financing nature is good business. Here's how companies can start.

Infraestructura natural: una alternativa costo-efectiva en la carrera por abastecer con agua limpia a Bogotá


Empresa pioneira na estruturação e operação de mecanismos de investimento em biodiversidade, como Bancos de Habitat e créditos voluntários, com respaldo técnico e rastreabilidade para resultados de conservação mensuráveis e permanentes.

Mais informações sobre a Terrasos:

Biocréditos y Bancos de Hábitat: Replanteamiento del Desarrollo y Mantenimiento de Infraestructuras Ecológicas

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Entidade filantrópica que impulsiona o desenvolvimento social e econômico da Colômbia, com investimentos de impacto e programas que geram bem-estar e oportunidades sustentáveis para comunidades em todo o país.

Mais informações:

Nuestra gestión en medio ambiente


Organização global sem fins lucrativos dedicada a transformar a eficácia e acelerar o impacto de governos e organizações de desenvolvimento, enfrentando os desafios na implementação de projetos e políticas públicas. Desde 2012, a Instiglio tem sido pioneira em abordagens de financiamento baseado em resultados e gestão de desempenho para garantir que cada dólar investido em desenvolvimento social e resultados climáticos tenha o máximo impacto possível.

Blog sobre nosso trabalho:

Movilizando financiamiento privado para el clima y la naturaleza: Convirtiendo riesgos en oportunidades

Página web:

https://www.instiglio.org/