
ISA e Terrasos, pioneiras em créditos de biodiversidade para proteger espécies ameaçadas
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Ampliando a Hipótese GAIA: A Necessidade de Ampliar o Conceito de Conservação de Ecossistemas
24/09/2024
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Terrasos no encontro “Pessoas, Natureza e Clima na América Latina e no Caribe”.
No dia 27 de agosto de 2024, foi realizado em Bogotá o evento Pessoas, Natureza e Clima na América Latina e no Caribe, organizado pela Fundação Rockefeller, WWF Colômbia e Fundação Compaz, no Centro de Convenções Ágora. O encontro reuniu reconhecidos porta-vozes nacionais e internacionais em temas ambientais ao longo de toda a jornada. Durante o evento, discutiram-se os diferentes desafios que a região enfrenta diante da crise climática, em preparação para a COP16, que acontecerá em Cali em outubro, e a COP30, que será realizada no Brasil em 2025.
Painel “Investir na Natureza: Rumo a um Novo Sistema Financeiro para a Proteção da Biodiversidade e a Ação Climática”.
A Terrasos, representada por Mariana Sarmiento, participou de um espaço de diálogo com o tema: “Investir na natureza: rumo a um novo sistema financeiro para a proteção da biodiversidade e a ação climática.” Também fizeram parte do painel Sergio Díaz-Granados, presidente executivo do CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe, e Valmir Ortega, diretor executivo da Belterra Agroflorestas. A moderação ficou a cargo de Paula Caballero, diretora regional para a América Latina da The Nature Conservancy.
O painel abordou um dos temas mais urgentes da atualidade: o financiamento necessário para cumprir as metas do novo marco global da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e dos objetivos climáticos. Em um contexto em que as necessidades de recursos para a conservação da biodiversidade são imensas, o papel das instituições financeiras torna-se fundamental para alcançar os objetivos nacionais e internacionais.
Durante a discussão, os painelistas destacaram a importância de explorar e adotar instrumentos financeiros inovadores que possibilitem financiar a conservação e a restauração dos ecossistemas. Entre os mecanismos mencionados estiveram os swaps de dívida por natureza, os títulos verdes, os seguros contra espécies invasoras e os mercados de ativos ambientais. Esses instrumentos, ressaltaram, são essenciais para mobilizar os recursos necessários e garantir o financiamento adequado para que a América Latina e o Caribe consolidem seu papel como região de solução na luta contra a crise climática e da biodiversidade.
“Tendo claro o modelo, é possível entender que a conservação da biodiversidade não se resume aos pagamentos, mas em garantir que esse financiamento chegue ao território e gere impactos reais. Hoje falamos de setecentos mil milhões de pesos que as empresas devem ao país e que ainda não estão sendo investidos nos territórios”, afirmou Mariana Sarmiento, diretora-geral da Terrasos, enfatizando o potencial transformador desses mecanismos financeiros.
Com um chamado à ação, os painelistas instaram governos, instituições financeiras e atores do setor privado a trabalharem de forma conjunta na implementação de soluções financeiras que sustentem a conservação e a ação climática como pilares do desenvolvimento sustentável na região.
O painel concluiu que, com financiamento adequado, a América Latina e o Caribe podem continuar consolidando seu papel como uma região-chave na luta contra a crise planetária e da biodiversidade, promovendo uma melhor qualidade de vida para as gerações presentes e futuras, através de mecanismos financeiros inovadores voltados à conservação e à restauração da biodiversidade e à ação climática — verdadeiros motores do crescimento verde na região.

