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Terrasos destaca a COP16 e o Financiamento em Biodiversidade: a Chave para a Sustentabilidade Global.

• A importância da COP16 como um ponto de inflexão nos esforços internacionais para proteger a biodiversidade.

• O déficit de financiamento necessário para proteger a biodiversidade é de 700 bilhões de dólares anuais.

• A educação ambiental, a participação ativa das comunidades indígenas e afrodescendentes e o fortalecimento de suas capacidades de gestão são fundamentais para garantir que os projetos de biodiversidade sejam inclusivos, eficazes e sustentáveis.

Bogotá, 26 de novembro de 2024. A Terrasos, empresa líder em sustentabilidade e meio ambiente, participou ativamente da COP16 realizada na cidade de Cali, destacando-se como painelista em mais de 29 eventos nas zonas azul e verde da conferência das partes sobre Biodiversidade. Durante sua participação, reafirmou seu compromisso com a conservação da biodiversidade e compartilhou sua experiência na aplicação de soluções inovadoras para o financiamento e a gestão sustentável dos ecossistemas, ressaltando a importância dos investimentos privados e dos novos mecanismos financeiros para enfrentar a crise ambiental.

As mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e a degradação dos ecossistemas deixaram claro que a proteção da natureza não é apenas uma responsabilidade ambiental, mas também uma necessidade econômica e social. Nesse contexto, a COP16 marcou um marco importante em que entendemos que a biodiversidade deve estar em todas as conversas, nas quais o setor privado, os governos e as comunidades locais se uniram em torno de um objetivo comum: proteger a biodiversidade para garantir a saúde do planeta e o bem-estar das futuras gerações.

Durante sua intervenção em vários eventos, a equipe da Terrasos abordou temas como a forma pela qual mecanismos de financiamento inovadores, como os créditos de biodiversidade, podem contribuir para fechar a lacuna de investimento necessária para a conservação e a recuperação dos ecossistemas. Por sua vez, Mariana Sarmiento, CEO da Terrasos, destacou a importância dos acordos alcançados na COP16 e assinala que, embora tenham sido dados passos significativos, ainda restam desafios a serem enfrentados, especialmente no âmbito da implementação de políticas e da alocação de recursos.

Créditos de Biodiversidade: um mecanismo para a conservação

Um dos temas centrais da COP16 foi o uso dos créditos de biodiversidade, um mecanismo financeiro inovador que permite a empresas, governos e outros atores financiarem projetos de conservação e restauração de longo prazo. Conhecidas como Tebu, “Terrasos Biodiversity Unit” é uma ferramenta criada e desenvolvida pela Terrasos em aliança com o BID Lab e a Fundación Santo Domingo, com o respaldo do Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Essa plataforma, que combina os Créditos de Biodiversidade com a tecnologia blockchain, representa um impacto tangível na biodiversidade, contribuindo para a proteção de ecossistemas e para mitigar problemas como a perda de biodiversidade e as mudanças climáticas.

Como exemplo de boas práticas no uso desses créditos, a Terrasos destacou o modelo dos bancos de habitat na Colômbia, que não são entidades financeiras, mas sim territórios onde se geram ganhos ambientais por meio de ações de conservação e restauração. Nesses bancos, os “cotas” de biodiversidade são comercializados sob o princípio de “pagamento por resultados”, o que garante que os esforços de conservação sejam mensuráveis e verificáveis. Além disso, esses projetos contam com o respaldo do Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o que lhes confere um marco legal robusto e transparente.

Nossas lições e o papel das comunidades locais

A experiência da Colômbia com os bancos de habitat oferece valiosas lições sobre como estruturar mercados de biodiversidade que gerem resultados de longo prazo. Segundo a Terrasos, é fundamental que os créditos de biodiversidade não se baseiem apenas na vontade do setor privado, mas sejam promovidos por políticas públicas claras que envolvam incentivos fiscais e mecanismos de financiamento preferenciais.

Além disso, é essencial que esses projetos não sejam concebidos apenas a partir de uma perspectiva econômica, mas que incorporem as vozes e os conhecimentos das comunidades locais, especialmente aquelas que historicamente têm sido as guardiãs da biodiversidade. Nesse sentido, a educação ambiental, a participação ativa das comunidades indígenas e afrodescendentes e o fortalecimento de suas capacidades de gestão são fundamentais para garantir que os projetos de biodiversidade sejam inclusivos, eficazes e sustentáveis.

Princípios para o Mercado de Créditos de Biodiversidade: um futuro sustentável

Em linha com os avanços discutidos na COP16, o Painel Consultivo Internacional sobre Créditos de Biodiversidade (IAPB), do qual a Terrasos faz parte, apresentou uma série de princípios e recomendações para a criação de um mercado de biodiversidade robusto e eficaz. Entre as recomendações-chave destacam-se: os créditos de biodiversidade devem se concentrar nos ecossistemas diretamente afetados; o impulso aos créditos de biodiversidade deve contar com apoio de políticas públicas para garantir sua escala e efetividade; os projetos que gerem créditos de biodiversidade devem estar alinhados aos direitos das comunidades indígenas, afrodescendentes e outras populações locais; estabelecer preços e custos mínimos para assegurar que os projetos de biodiversidade sejam economicamente viáveis e sustentáveis a longo prazo; e garantir acesso aos mercados de créditos de biodiversidade com maiores níveis de transparência e capacitação para a gestão dos recursos naturais.

A COP16: avanços e desafios pendentes

A Conferência das Partes sobre a Convenção da Diversidade Biológica na Colômbia deixou claro que, embora os avanços na proteção da biodiversidade sejam animadores, os desafios permanecem grandes. Nas palavras de Mariana Sarmiento: “Vimos um setor privado que está aprendendo e entendendo que a biodiversidade é relevante, primordial e representa um elemento fundamental. Também observamos um setor financeiro interessado e que quer participar desses processos, mas que ainda busca o caminho”. Contudo, a verdadeira prova será a capacidade dos governos de alcançar consensos que operacionalizem o marco mundial da biodiversidade e garantam a mobilização dos recursos necessários para a conservação.

Embora os avanços na COP16 sejam um passo na direção correta, a Terrasos faz um chamado à ação urgente. O déficit de financiamento necessário para proteger a biodiversidade é de 700 bilhões de dólares anuais, cifra que exige um compromisso firme e colaborativo dos governos, do setor privado e das comunidades para ser superada. A Terrasos reafirma seu compromisso com a conservação da biodiversidade e com a implementação de soluções inovadoras para a proteção dos ecossistemas. A empresa continuará trabalhando de mãos dadas com comunidades, governos e atores privados para desenvolver projetos que não apenas protejam a natureza, mas também gerem impacto positivo nas economias locais e global.

Para mais informações, entre em contato com Giovanni Fonseca Duffó pelo e-mail [email protected].