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Peru mobilizará USD 500 milhões para a conservação da biodiversidade até 2027.

Com o objetivo de acelerar a conservação na Amazônia e avançar rumo a uma economia mais inclusiva e resiliente, foi lançado oficialmente o projeto “Acelerando a conservação da biodiversidade na Amazônia peruana: mecanismos financeiros inovadores e inclusivos”. Financiada pelo programa UK PACT (Aliança para Transições Climáticas Aceleradas), a iniciativa é implementada pelo GGGI em consórcio com a Terrasos e Mecanismos de Desenvolvimento Alternativos (MDA), e conta com o apoio técnico da Direção-Geral de Economia e Financiamento Ambiental (DGEFA), da Direção-Geral de Diversidade Biológica (DGDB) do Ministério do Meio Ambiente (MINAM) e do Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (SERNANP).

O projeto tem como meta mobilizar USD 500 milhões em financiamento para a conservação da biodiversidade até 2027, por meio de instrumentos inovadores como títulos temáticos, um projeto-piloto de banco de habitat e mecanismos de retribuição por serviços ecossistêmicos (MERESE). Espera-se que essas ações contribuam para a conservação de 300 mil hectares de florestas e melhorem as condições de vida de 500 mil pessoas, especialmente em comunidades amazônicas.

Durante a inauguração, o embaixador do Reino Unido no Peru, Gavin Cook, destacou:

O Peru é um dos países mais megadiversos do planeta (...), mas também é altamente vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas. (...) Nesse sentido, é indispensável desenvolver iniciativas que contribuam ativamente para a mobilização de recursos em larga escala, permitindo preservar a biodiversidade, avançar para uma economia de baixo carbono e promover a diversificação produtiva. (...) Este projeto colocará o Peru na vanguarda e permitirá desenvolver políticas públicas para promover uma economia verde, sustentável e resiliente.

O projeto também incorpora um forte enfoque de gênero e inclusão social, reconhecendo o papel fundamental das mulheres, povos indígenas e comunidades rurais na conservação, promovendo que recebam uma compensação justa por suas contribuições.

Durante o evento, foi realizado um painel técnico com a participação de representantes do MINAM, SERNANP, Terrasos e Mecanismos de Desenvolvimento Alternativos, que discutiram os principais desafios e oportunidades para integrar a biodiversidade em instrumentos financeiros eficazes, inclusivos e escaláveis.

Por parte do GGGI, Jorge Bustamante, oficial de finanças sustentáveis, ressaltou que

Esta iniciativa está alinhada com outros esforços liderados pelo GGGI em apoio ao Governo do Peru para impulsionar soluções financeiras sustentáveis e representa um avanço significativo rumo a uma governança ambiental mais fortalecida.

Como próximos passos, o projeto avançará na implementação de uma rota de ação que incluirá: o desenho do programa de capacitação TNFD, a seleção do mecanismo MERESE, a análise de oferta e demanda para o projeto-piloto do banco de habitat e a revisão do Marco de Títulos Soberanos Sustentáveis. Essas ações permitirão estabelecer as bases técnicas e institucionais para mobilizar recursos em larga escala e garantir que os mecanismos desenvolvidos respondam de forma efetiva às necessidades de conservação e desenvolvimento sustentável da Amazônia peruana.