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O Peru impulsiona mecanismos para atrair recursos para a conservação da biodiversidade: os Bancos de Habitat como mecanismo para implementar Compensações Ambientais.

No dinâmico cenário do desenvolvimento econômico da América Latina, o desafio crítico não é apenas crescer, mas como fazê-lo em harmonia com nosso patrimônio natural.

Recentemente, a Terrasos deu um passo estratégico nessa direção ao liderar, em Lima, uma série de workshops técnicos desenhados para transformar a gestão da biodiversidade no Peru, especificamente focados na Amazônia peruana.

Esses espaços, realizados em parceria com o Instituto Global para o Crescimento Verde (GGGI) e com o apoio do UK PACT, fazem parte do projeto “BioFinanças – Acelerando a conservação da biodiversidade na Amazônia peruana”. O objetivo é estabelecer uma base conceitual sólida para implementar os Bancos de Habitat como um mecanismo financeiro inovador, inclusivo e, sobretudo, eficaz para as compensações ambientais.


Por que os Bancos de Habitat no contexto peruano?


O modelo tradicional de compensações costuma enfrentar limitações: intervenções dispersas, projetos de curto prazo e altos riscos de execução que frequentemente acabam se tornando passivos para o Estado. Diante desse "status quo", os Bancos de Habitat propõem uma solução integral:

  • Resultados Agregados: Em vez de esforços atomizados, consolidam-se grandes áreas de conservação que permitem alcançar economias de escala e um impacto ecológico real.
  • Permanência e Sustentabilidade: Os projetos são estruturados com horizontes de longo prazo, garantindo a gestão e o monitoramento da biodiversidade por pelo menos 30 anos.
  • Pagamento por Resultados: Os recursos são mobilizados sob um modelo em que o investimento está vinculado ao cumprimento verificável de marcos ecológicos.

 

Vanessa García, Directora de Alianzas Estratégicas

Foto: Vanessa García, Diretora de Alianças Estratégicas.

 

Um mercado com potencial de transformação


Durante o segundo workshop, foram apresentados os resultados da análise de oferta e demanda de compensações no Peru. O estudo revelou que, embora existam marcos regulatórios robustos como a Hierarquia de Mitigação, apenas 30% dos projetos com Estudos de Impacto Ambiental detalhados (EIA-d) contam atualmente com um Plano de Compensação Ambiental.

Essa lacuna representa uma oportunidade única para fortalecer o sistema. A subestimação dos impactos residuais sobre o meio biótico destaca a necessidade de ferramentas técnicas precisas, como a metodologia do Valor Ecológico Total (VET), para garantir que o que se perde com o desenvolvimento seja mais do que recuperado por meio da restauração e preservação efetiva.

 

Asistentes al Primer Taller

Foto: Participantes do primeiro workshop.

 

Rumo ao primeiro piloto na Amazônia


O roteiro traçado junto a representantes do Ministério do Ambiente (MINAM), do SERNANP e do SERFOR é ambicioso, mas pragmático. Estamos trabalhando no desenho de um piloto de Banco de Habitat que responda à realidade do território peruano.

Esse processo inclui:

  1. Identificação de áreas viáveis na Amazônia com alta adicionalidade ecológica.
  2. Alinhamento com padrões internacionais de governança e transparência.
  3. Fortalecimento de capacidades técnicas para que empresas e instituições possam gerir suas obrigações com solidez.


Você representa uma organização interessada em fortalecer seu impacto ambiental no Peru?

Podemos ajudá-lo a desenhar soluções de compensação concretas, funcionais e alinhadas com a excelência técnica que o território exige.

Escreva para nós em [email protected]