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A Floresta de Neblina de El Globo: Um santuário de biodiversidade a 2.800 metros de altitude
30/01/2025
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Mariana Sarmiento leva a inovação em biodiversidade ao Fórum Econômico Mundial em Davos.
• O déficit de financiamento necessário para proteger a biodiversidade é de 700 bilhões de dólares anuais.
• Um milhão de espécies correm o risco de extinção devido à destruição de seus habitats, enquanto bilhões de pessoas sofrem com escassez de água, insegurança alimentar e desigualdade.
• A educação ambiental, a participação ativa das comunidades indígenas e afrodescendentes e o fortalecimento de suas capacidades de gestão são fundamentais para garantir projetos de biodiversidade inclusivos, efetivos e sustentáveis.
• Mariana Sarmiento, colombiana, líder e visionária em sustentabilidade e conservação da biodiversidade, foi selecionada para participar do Fórum Econômico Mundial 2025 em Davos, Suíça.
Bogotá, Colômbia, 24 de janeiro de 2025. A 55ª Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, realizada de 20 a 24 de janeiro em Davos, sob o lema “Colaboração para a Era Inteligente”, reúne quase 3.000 líderes de governos, empresas e sociedade civil, e centrará seus diálogos em mudança climática, transição energética, inovação tecnológica e criação de economias inclusivas e sustentáveis. Para celebrar os cinco anos de trajetória da UpLink — iniciativa de inovação — foram convidados 11 inovadores de destaque do mundo a participar do programa oficial e apresentar suas soluções inovadoras, compartilhar análises e perspectivas, com o objetivo de anunciar novas iniciativas estratégicas que contribuam para as pessoas e para o planeta.
Reconhecida como uma das mentes mais inovadoras da América Latina, Mariana Sarmiento, CEO da Terrasos, integra um grupo exclusivo de líderes que compartilham soluções transformadoras para enfrentar os grandes desafios do século XXI; entre esses desafios estão o aumento das temperaturas globais e a perda de biodiversidade, uma crise que coloca em risco bilhões de pessoas que dependem dos serviços ecossistêmicos proporcionados pelos ecossistemas, enfrentando diariamente problemas críticos como a escassez de água, a insegurança alimentar e a crescente desigualdade.
No âmbito latino-americano, a Colômbia tem o potencial de se tornar um líder global em bioeconomia — um modelo econômico baseado no uso sustentável de recursos biológicos renováveis para gerar bens e serviços — graças à sua rica biodiversidade. Isso posiciona o país como elemento-chave na luta contra a mudança climática e na preservação dos ecossistemas. No entanto, para aproveitar essa vantagem competitiva, é necessário superar os desafios de restauração e conservação e atrair mais investimentos para projetos que promovam o uso sustentável dos recursos naturais, pois a meta para a Colômbia é de 700 mil hectares restaurados e conservados, um número que requer mecanismos inovadores e baseados em resultados, acompanhados de tecnologia de ponta, além de um compromisso firme e colaborativo dos governos, do setor privado e das comunidades para ser alcançada.
“Hoje o G20 está falando de bioeconomia e a Colômbia tem todo o potencial para ser protagonista. É fundamental reconhecer o valor econômico da natureza, não apenas como um recurso a ser conservado, mas como um ativo que pode gerar riqueza para os territórios e as comunidades”, comenta Sarmiento. A implementação de instrumentos como os bancos de habitat e os créditos de biodiversidade são passos fundamentais para assegurar um futuro mais sustentável e próspero para a Colômbia e a região, uma oportunidade para que, em nível mundial, essas iniciativas inovadoras sejam adotadas.
Novas oportunidades de investimento em capital natural
A intervenção de Mariana Sarmiento no Fórum Econômico Mundial destaca a relevância da inovação financeira como ferramenta-chave para a restauração e a conservação do capital natural. Por meio do impulso a novos modelos de negócio, do uso de tecnologias de vanguarda e da formação de alianças estratégicas, estão surgindo oportunidades de investimento que facilitam a conexão entre investidores privados e projetos dedicados à conservação e à restauração, com respaldo de garantias técnicas, jurídicas e financeiras, ou seja, gerando projetos de alta integridade.
“Os ecossistemas são uma infraestrutura vital para as economias, mas estão sendo gravemente degradados. É preciso investir hoje em sua conservação e restauração, não apenas como uma necessidade urgente, mas também porque oferecem oportunidades de negócios e emprego, especialmente em regiões com alta biodiversidade, como a Colômbia.” E acrescenta: “Como devemos salvaguardar o planeta? Como podemos catalisar a ação em favor do clima e da natureza? Mediante parcerias inovadoras, maior financiamento e o desdobramento de tecnologias de ponta”, conclui Sarmiento.
Créditos de biodiversidade: um mecanismo para a conservação
O uso dos créditos de biodiversidade é um mecanismo financeiro inovador que permite a empresas, governos e outros atores financiar projetos de conservação e restauração de longo prazo. Conhecidos como Tebu (“Terrasos Biodiversity Unit”), são uma ferramenta criada e desenvolvida pela Terrasos em aliança com o BID Lab e a Fundação Santo Domingo, nos Bancos de Habitat, os quais contam com o respaldo do Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Essa plataforma, que combina os créditos de biodiversidade com a tecnologia blockchain, alcança rastreabilidade, rigor e transparência para assegurar alta integridade, representada em um impacto tangível na biodiversidade e contribuindo para a proteção de ecossistemas e para a mitigação de problemas como a perda de biodiversidade e a mudança climática.
Como exemplo de boas práticas no uso desses créditos, Mariana destacou o modelo dos bancos de habitat na Colômbia, que não são entidades financeiras, mas territórios onde se geram ganhos ambientais por meio de ações de conservação e restauração. Nesses bancos, os “cotas” de biodiversidade são comercializados sob o princípio de “pagamento por resultados”, o que garante alta integridade, qualidade, rigor e transparência, para que os esforços de conservação sejam mensuráveis e verificáveis. Além disso, esses projetos contam com o respaldo do Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o que lhes confere um marco legal robusto e transparente.
Hoje, empresas como Amarilo, ISA, Cortineros Líder, Casa Legado, ACI Proyectos, Colombia Travel Operator, Gran Fondo de Bogotá, Fundação Santo Domingo, entre outras, apostaram em contribuir diretamente para a proteção de ecossistemas vitais, adquirindo Tebu.
Com sua participação no Fórum Econômico Mundial, Mariana Sarmiento reafirma seu compromisso com a conservação da biodiversidade e com a implementação de soluções inovadoras para a proteção dos ecossistemas, a fim de enfrentar os desafios climáticos e econômicos. Por meio de iniciativas como a Terrasos, Sarmiento lidera um movimento que busca revalorizar a natureza como um ativo econômico-chave, de mãos dadas com comunidades, governos e atores privados, para desenvolver projetos que não apenas protejam a natureza, mas também gerem impacto positivo nas economias locais e globais.
Para mais informações, visite https://www.terrasos.co/ ou entre em contato com Giovanni Fonseca Duffó pelo e-mail: [email protected].

