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Créditos de Biodiversidade para a Manutenção da Infraestrutura Ecológica.

Desafios e oportunidades rumo ao PPP Américas 2025

A Terrasos participou do PPP Américas 2025, o principal fórum sobre parcerias público-privadas da América Latina e do Caribe, organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O encontro, realizado em Lima, Peru, de 8 a 10 de abril, foi uma plataforma fundamental para discutir inovação, estruturação e financiamento de projetos sustentáveis, resilientes e centrados no desenvolvimento.

Durante o evento, a Terrasos participou de espaços estratégicos, destacando a urgência de fortalecer modelos de financiamento para a biodiversidade e ressaltando a necessidade de incorporar a manutenção da infraestrutura ecológica na planificação do desenvolvimento regional.

Um dos momentos mais relevantes foi o painel sobre a Amazônia Sustentável, no qual foram debatidos modelos financeiros inovadores para a conservação e o desenvolvimento dessa região estratégica.

A Amazônia: ativo global, prioridade regional

A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta, cobrindo mais de 7 milhões de km² e abrigando aproximadamente 10% da biodiversidade mundial. Esse ecossistema desempenha um papel essencial na regulação do clima global, atuando como um sumidouro de carbono e gerando precipitações que influenciam os padrões climáticos regionais e globais.

No entanto, a Amazônia enfrenta uma pressão crescente devido a atividades humanas como a agricultura intensiva, a pecuária, a mineração ilegal e a expansão de infraestruturas. Essas atividades resultaram em uma perda significativa de cobertura florestal — mais de 23 milhões de hectares desmatados nos últimos cinco anos.

O desmatamento não afeta apenas a biodiversidade e o equilíbrio climático, mas também tem repercussões diretas na infraestrutura energética. Um estudo da Climate Policy Initiative destaca que a perda de florestas na bacia amazônica reduziu significativamente a capacidade de geração das principais hidrelétricas do Brasil, como Itaipu e Belo Monte.

Além disso, a degradação do ecossistema amazônico aumenta a vulnerabilidade a eventos climáticos extremos, como secas e incêndios florestais, que por sua vez liberam grandes quantidades de carbono armazenado, agravando a crise climática.

Tebu: um caminho concreto para financiar a Amazônia

Diante desse cenário, é imperativo implementar mecanismos financeiros inovadores que promovam a conservação e a restauração da Amazônia. Instrumentos como os créditos de biodiversidade podem mobilizar investimentos em projetos que protejam esse ecossistema vital, garantindo sua integridade ecológica e os serviços que fornece em níveis regional e global.

Nesse contexto, a Tebu, unidade de biodiversidade desenvolvida pela Terrasos, foi apresentada como uma ferramenta inovadora que traduz o valor ecológico dos ecossistemas em fluxos financeiros reais, verificáveis e alinhados com padrões internacionais.

“A Amazônia é um dos maiores ativos ambientais do planeta. Se quisermos conservá-la, precisamos de ferramentas que permitam mobilizar capital privado com integridade, transparência e resultados mensuráveis”, afirmou Vanessa García, Desenvolvedora de Negócios Internacionais.

A Terrasos enfatizou que os compromissos assumidos em espaços como a COP16 e a futura COP29 devem se materializar em soluções de financiamento baseadas na natureza. O uso de padrões rigorosos, rastreabilidade e a participação ativa das comunidades locais são condições fundamentais para consolidar a confiança no mercado de biodiversidade.

Próximos passos: soluções com visão COP30

A Terrasos reafirma seu compromisso com a mobilização de investimentos em soluções de alto impacto, construindo alianças regionais que reconheçam a biodiversidade como um ativo estratégico para o presente e o futuro da América Latina.

Rumo à COP30, seguiremos trabalhando por uma Amazônia viva, protegida e financiada com integridade.